terça-feira, 9 de agosto de 2011

Toradora!

Wiki:
Toradora! (とらドラ!?) É uma Light Novel criada por Yuyuko Takemiya, com ilustrações de Yasu. O título Toradora! é derivada dos nomes dos dois personagens principais Taiga Aisaka e Ryuji Takasu. "Taiga" soa como "tigre", em Inglês, e um tigre em japonês é tora (とら?). "Ryuji" literalmente significa "filho do dragão" em japonês, e uma transcrição do dragão em japonês é Doragon (ドラゴン?).
A série inclui dez novels lançadas entre 10 de março de 2006 e 10 de março de 2009, publicada por ASCII Media Works com o selo da Dengeki Bunko. Um 'spin-off light novel' também foi criado, com o nome de Toradora Spin-off!; o primeiro volume foi lançado em 10 de março de 2007. Toradora possui um anime de 25 Episódios que finalizou em março de 2009 no Japão.

Perspectiva:
Dificilmente um anime de "comédia romântica colegial" atrai a minha atenção quando procuro alguma mídia para consumir. Normalmente leio as sinopses esperando alguma perspectiva diferente que justifique ver um anime nesse estilo ou simplesmente vou atrás daqueles que são muito comentados e figuram nas listas de "melhores" que os espectadores do gênero divulgam pela internet. 

Por isso Toradora! é uma surpresa. Não tinha nenhuma indicação específica e a sinopse não parecia ter nada de especial. Por esse motivo os dois primeiros episódios ficaram envelhecendo no meu computador por mais de 3 meses antes que eu tivesse qualquer vontade de vê-los. Como não tenho costume de ver muitos animes (nem sensibilidade para aguentar certos costumes japoneses quando expressando romance) as poucas series que tenciono assistir normalmente são consumidas rapidamente  (exemplo 1: 25 episódios em 3 dias) ou esquecidas de imediato (exemplo 2: se depois do terceiro episódio eu não me importar).

Com Toradora! o primeiro exemplo prevaleceu e eu terminei o anime (que só possui uma série principal e um spin-off que não me interessa). É um anime de "comédia romântica colegial" com personagens interessantes e situações bem trabalhadas apesar de cair nos mesmos clichês que estamos acostumados com todos os animes do gênero.

Nunca assisti anime:
Esteja avisado que não é pra você, então. É um anime engraçado e para quem já está acostumado com os desdobramentos do gênero. Esse anime é para aqueles que estiverem acostumados com a cultura japonesa, aqueles que entendem porque, no anime, as personagens deixam tudo subentendido, trocam meias palavras quando uma frase resolveria o problema todo da série e são tão devotadas a pessoas que elas nem conhecem... Yatta Yatta Yatta... Ou seja, situações atípicas a interpretação ocidental do que configura um romance/relacionamento. 

Talvez por isso os romances colegiais em animes e séries japonesas sejam tão interessantes de se ver. Eles sempre apresentam uma mistura de ingenuidade, romance e estranheza totalmente diferentes de qualquer sensibilidade ocidental no assunto.

Toradora! é uma série que vale a pena ser conferida pelo modo como as personagens interagem (como as situações se desdobram ao longo da série) e pelos personagens centrais que desenvolvem um relacionamento muito curioso e interessante. Se ainda faltar um motivo: É bom salientar que a série consegue ser bem engraçada e tem aquela famosa torcida de "x deveria ficar com y".

Não traz inovação nenhuma ao gênero porem é honesta na historia que conta e pode até se perder nos últimos episódios mas tem carisma o suficiente para terminar de maneira satisfatória, embora o arco de algumas personagens fique parecendo incompleto. O importante é que o relacionamento central funciona e não fica desinteressante durante o curso do anime.

Em tempo: A comédia do anime diminui consideravelmente lá pelos  últimos seis ou sete episódios. Por sorte, o telespectador já está investido o bastante para simplesmente acompanhar o desfecho da série. 



Nota: 7.5 Cabelos tingidos de loiro.


Mais informações: My Anime List

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Flamengo x Santos - 28/07/2011

Ou... "Porque eu Gosto de Futebol"
Resumos e crônicas:
UOL
Globo
Blog do Juca Kfouri
Blog do Birner

- Caprichos do futebol.

O time do Santos realmente estreou nesse jogo, voltando a boa forma pré-Mano Menezes/Copa América. Logo de cara já apresentava um futebol rápido e com uma objetividade assombrosa. Rendendo, nos primeiros 30 minutos de jogo um placar elástico de 3 x 0 contra um Flamengo que batalhava desde o princípio com a inabilidade de concluir as jogadas que construía com vontade.

Mas os deuses do gramado tinha decido que o jogo seria escrito com as tintas vermelha e preta. Pouco depois do terceiro gol Santista... Bobeira da zaga santista (culpa do goleiro ou do Edu Dracena?) traduzida em gol do Flamengo.

O jogo evolui: Empate do Flamengo, pênalti perdido do Elano, ombro deslocado.... 4 x 3 para o Santos... 5 x 4 para o Flamengo. Consagração da chamada "velha guarda" e um jogo para ficar escrito em algum lugar da historia dos dois times.

- Em tempo...

(1) vale notar que Ronaldinho Gaúcho fez uma decisão acertada ao voltar para o Brasil. Vamos ver se ele não trilha o mesmo caminho do ainda contundido Adriano. O Flamengo (Brasil) reascendeu sua vontade de jogar e a prova é que ele fez de tudo um pouco nesse jogo. Sem tirar o mérito do time do Flamengo por inteiro (que lutou mesmo quando parecia sem esperança) mas o jogo pertenceu ao Ronaldinho Gaúcho.

(2) Neymar joga muito. O time do Santos é tão bem montado e rápido que causa espanto com números como: 5 ataques com 3 gols resultantes. Qualquer time que ouse perder a bola no meio de campo contra esse time tem de esperar pelo menos meio gol feito.

- No fim das contas...


O Santos "voltou" para ser campeão, o Flamengo caminha para o mesmo destino. O torcedor acompanha partidas decidas no talento e na vontade, o futebol parece virtuoso por mais um jogo.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Você e eu somos o tempo




Todos nós caminhamos em direção a inevitabilidade. Alguns de maneira mais rápida, outros mais lenta. Nenhum de nós sabe o que acontece com aqueles que passam a nossa frente, que correm a passos largos e, de repente, nada. Nada deles. Aqueles que ficam para trás traduzem em tristeza o que não compreendem. Não existe culpa, não existe razão. Somente a ideia:
“Nós temos tempo”.

Ledo engano, o tempo não existe para ser tido.
O tempo nem mesmo existe.

Não se pode parar o tempo com um sorriso. Não se pode prender o tempo com uma lagrima. Não se consegue capturar o tempo com uma memória. O tempo é e sempre será o tempo: Um conceito abstrato medido por meio de convenções, uma coisa que se permuta diante de nossa percepção enquanto inexiste para a mesma. Você realmente deve se importar com o tempo? Você tem tempo para isso?

E se ninguém tem tempo e o tempo não pode ser tido... Qual o objetivo?

Objetivo. Objeto a ser tido. Objetivação. O que é ter um objetivo? É ter a idéia que existem coisas finitas que nós podemos realizar e/ou consumir. Como esse texto que pode ser terminado... Terminado em um determinado tempo. Quanto tempo cada objetivo seu leva para ser cumprido? Quanto tempo você tem para completar tal objetivo?

Eu ouso responder: Nenhum.

Afinal o tempo não pode ser tido. Compreenda caro leitor, que essa idéia está longe de ser derrotista, embora a tônica do texto pareça discordar dessa frase que agora lê.

O tempo não pode ser perdido (e nem encontrado), o tempo não pode ser "para nada", porque, a rigor, ele sempre é "para nada".

Assim como a inevitabilidade está sempre no amanhã. Não está no sol que nasce nem na lua que se põe, está no preto (ou branco) da incerteza, da angustia, da falta de respostas. A inevitabilidade é a certeza. Para os humanos tudo aquilo que é incerto causa medo (ou talvez curiosidade, porque não?) e a única certeza que tempos é rodeada por todas as incertezas que podemos evocar.

O homem é uma contradição e como o tempo, inexiste.

Você e eu inexistimos.
Mas não hoje.
Nós inexistimos no amanhã